Thereza, conseguiu segurar o riso era uma moça linda com um nome não tão lindo, tinha um olho menor do que o outro também ou era um tipo de charme, encarava como um charme natural, como se estivesse lhe passando uma cantada o tempo todo enquanto conversavam ainda se tocavam e a mão dele corria pela coxa esquerda dela, ia até o joelho e voltava até o final da virilha, ela usava uma camiseta larga dele, camiseta de uma de suas viagens de infância, Fortaleza era um lugar lindo. E a camiseta estava linda nela, os seus seios se acendiam e apagavam segundos depois, como duas pérolas brotavam na superficie da camiseta, segurou na camiseta, perto da virilha, com as costas da mão acariciou-a e puxou a camiseta para que ela roçase em seus seios, viu-os dobrando junto com a camiseta, deu-lhe um longo beijo, não estava afim de transar de novo, mas queria que ela fosse embora com desejo, e isso já bastava, sentiu a mão dela tentando percorrer suas pernas, sua coxa, alto demais, ele pensou, parou o beijo bem devagar e sentiu o desejo dela morrendo na ponta de sua lingua.
Virou as costas, ela avisou que teria de tomar um banho, fez algum tipo de provocação ou insinuação , a qual ele percebeu e não fez a menor questão de corresponder, deu-lhe a toalha e um sabonete branco, ouviu-se o som do chuveiro ligando e uma exclamação dizendo que a água estava fervendo.
Ele foi até o banheiro invadiu o box rapidamente girou uma pequena chave e água ficou morna no mesmo instante, saiu para fora do banheiro e deitou-se olhando para o teto e começou a se lembrar de sua infância, tomava banho desde pequeno com a água extremamente quente, era comum sair do banheiro com a pele vermelha, ardendo e queimando, não entendia porque fazia isso, mas se não o fizesse não se sentia bem, anos mais tarde já quando tentou cursar a faculdade descobriu o que aquilo significava, a água quente era a representação do seu desejo, o seu desejo por uma mulher que fosse como a água que o queimasse e o fizesse ferver, brincar com fogo, já tinha encarado algumas mulheres assim.
Kurt, ele era o contra-mito, ele provava que homem também sente prazer, e não é com qualquer coisa, ele era o que as mulheres não conhecem, ele era dificil. Ela saiu do chuveiro, já estava vestida os cabelos molhados encaracolados, estava linda sem maquiagem, era uma mulher de uma beleza intensa quadril largo aliado a cintura fina, e uma pequena saliência abaixo do umbigo, isso o deixava tonto, mas ele sabia o que tinha de fazer, a abraçou deu outro longo beijo, depois a conduziu até a porta do apartamento, uma porta de madeira pintada de branco em constraste com o apartamento de tijolos a vista, desceu os dois degraus com ela, e já estavam na rua , os carros zumbiam. Ela se despediu e disse que se veriam em breve, ele não tinha dúvida disso talvez ela aparecesse chorando as mágoas do namorado ou com algum filme descartável para que eles assistisem. Não precisariam trepar para se verem e era nisso que ele pensava, não trepar, deitou-se e continuou olhando para o teto, e disse a sí mesmo, com sua voz que teimava em não lhe passar pelos dentes :
- Não foi dessa vez.
Formação
October 18, 2007 by marsmorreu