Já estavam dentro do apartamento, ainda vestidos se olhavam sentados na cama. Ele olhava para ela como se pudesse atravessá-la com os olhos. Neste momento pensou e disse :
- Agora chegou a hora aonde você não vê mais nada…
Segurou-a pelos cabelos, jogando seu corpo mais pesado por cima do dela. Fazendo-a colar no colchão. Fazendo a cama ranger. Ele adorava aquele barulho que a madeira fazia.
Puxou rápido o pedaço de pano preto que tinha no bolso da calça, deu a volta completa na cabeça e amarrou de um modo firme. mas que não fosse incomodo. Retirou da mochila as fitas de seda preta, com círculos já amarrados nas pontas. Prendeu cada membro do corpo dela à cama enquanto ela gemia e questionava as atitudes. Ele compreendeu que ela não gostava de “não ver”. Deixou-a amarrada e contemplou a roupa que ela vestia: uma blusinha branca, uma calça, jeans apertada. Era uma pena…mas tinha de ser feito.
Retirou a navalha da bolsa. Deitou-se por cima do corpo trêmulo dela, as pernas aberta sobre o ventre dela. Abriu a navalha fazendo um leve barulho, um clic…era o sinal de que o sonho começou. Depositou a navalha lentamente embaixo de cada botão da blusinha, sem tocar a lâmina na pele, e os fazia pular. Botão por botão foram saltando e caindo pelo chão do quarto. O mesmo com o botão da calça, que logo após ele rasgou com delicadeza de fora a fora enquanto ela balbuciava negativamente…sentia que ela queria e estava fazendo o que ela queria. O que ele queria. O que eles queriam.
Removeu a sua calça e jogou longe. As roupas dela agora nada mais eram do que a lingerie, branca e pura que fez questão de arrancar com os dentes, mordiscando o bico de seus seios e a virilha. Deitou-se por cima do corpo dela, que já estava tremendo muito mais do que no começo. Aproximou-se do seu pescoço e mordeu bem forte, bem abaixo da orelha, chupando por vários segundos a carne macia do pequeno pescoço. Desceu deslizando com a língua até o sexo dela que vibrava. Acariciou longamente de baixo para cima, com movimentos circulares, penetrando-a com a língua até onde conseguia, percorrendo todos os caminhos que os nervos faziam, tocando levemente, quase imperceptivelmente onde era mais sensível. A seda começava a esticar com os espasmos e gemidos dela tentando se libertar. Ele sentia que ela queria afundar os dedos na sua cabeça… respirou ofegante bem próximo ao ouvido dela, enquanto tateava o chão a procura da navalha. Começou a tocá-la com a navalha gelada, provocando arrepios e gemidos por todos os lados. Passou a lâmina pela própria língua -um pequeno corte e deu um beijo cheio de volúpia, tocando levemente seus lábios de inicio e agindo como um animal sedento logo em seguida. Sentia-se leve. Era o momento mais esperado. Segurou o pescoço dela com uma mão enquanto com a outra pegava a pedra de gelo de dentro do balde que estava próximo a cama. Percorreu cada centímetro do corpo daquela mulher com a pedra de gelo, sendo seguida pela língua, derramando saliva por sobre o gelo até achar o túnel pelo qual fez a pedra de gelo passear. Uma sensação peculiar na qual tudo esquentava e ficava gelado logo em seguida; até o gelo derreter…era isso que ele chamava de “quebrar o gelo”.
(…)
Preciso perder peso