Abriu a porta de seu apartamento girando levemente a maçaneta com o propósito de não fazer nenhum alarde – Pode ter alguém em casa.
Concordei com a cabeça e fui entrando no amplo apartamento, não tinha ninguém.
A porta foi trancada e enquanto ela deslizava a chave para dentro do bolso da calça colei meu corpo ao dela, as noites ultimamente estavam tão frias, tanto para mim quanto para ela, deslizei o braço em volta da cintura daquele corpo magro e bem definido, meus dedos começaram a brincar na borda da calça e a língua a tocar sua pele por baixo do cabelo, atrás da orelha, era intensamente o necessário, suas mãos tocavam nas minhas pernas, apertando-me os joelhos e as coxas, ela sussurra entre um gemido baixo: – Pro quarto…
Era um lugar aconchegante e previamente preparado por ela que logo correu para o banheiro, fiquei confuso, mas valeu a pena e em seguida ela volta ardendo em um conjunto vermelho.
Nós nos olhamos nos olhos sem nos tocar, frente a frente ela faz um pequeno furo na gola de minha camiseta com suas unhas, afiadas e pontudas, seus dedos são finos e gelados, enquanto fura a camiseta mantém sem olhar baixo focalizando meus pés quando fura me olha com a sacanagem nos olhos e só o barulho de pano se rasgando consegue me tirar de dentro daqueles olhos e das infinitas possibilidades que eles puderam criar em tão poucos segundos em minha mente, seguro o seu pequeno rosto pelo queixo e beijo ela feito amantes que estão separados a muito tempo, quanto tempo desejei isso, levantando ela pelos braços feito um objeto a deito na cama de bruços e na sua lombar, por sobre a tatuagem do infinito começo a passar a língua fazendo os círculos, arrancando-lhe a calcinha com as mãos, devagar, revelando tudo o que eu sempre quis intimamente…